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As “Montanhas Sagradas”, o Centro das Montanhas Mágicas da Mantiqueira – Aiuruoca

As “Montanhas Sagradas”, o centro das Montanhas Mágicas da Mantiqueira –  Aiuruoca

Natureza Adentro - Trilhas & Caminhadas: Aiuruoca - dia 3, por Rafael Guerra

Aiuruoca, MG – Uma Cidade Sagrada, Um “Lugar de Poder” no Brasil

Aiuruoca está Localizada no Sul de Minas, no alto da Serra da Mantiqueira, a cidadesinha linda está 989 metros de altitude, mas suas montanhas chegam a 2100, 2300 metros. O nome Aiuruoca indígena Tupi que significa “Aiuru” (papagaio ou ) e “oka” (casa, lugar, terra) – Casa do papagaio. Em Tupi antigo: Iuru significa boca, Bocado, Boca do rio, foz, Apetite, Palavra (como expressão da boca); Ayvu significa linguagem humana; idioma, fala.

A cidade tem pouco mais que 6 mil habitantes e é uma das mais antigas de Minas Gerais.

A cidade se divide em várias regiões turísticas e cada uma concentra uma parte dos pontos turísticos. Como pode-se ver no mapa abaixo onde aparece a localização de 12 picos e 42 cachoeiras, fora os locais lindos entre eles, há outras pequena cascatas e muitos pontos de natureza exuberante.

Estar em Aiuruoca é vivenciar Minas Gerais e a natureza da Serra da Mantiqueira em sua plenitude.

Além das maravilhas da natureza e a energia fantástica destes lugares, tem a hospitalidade, a simplicidade, a culinária, arquitetura e o jeito de ser dos sul-mineiros, estão presente em cada canto da cidade.

Aiuruoca é especial, por sua beleza, por suas cachoeiras e por sua história. Conhecer Aiuruoca é conhecer o coração de Minas Gerais.

Portal do Turismo – Prefeitura de Aiuruoca

A Cidade Sagrada

Pico do Papagaio em Aiuruoca – Minas Gerais - Seu MochilãoAiuruoca é considerada uma das cidades mais sagradas do Brasil, possuindo um alto grau de vibração energética e é só ir para lá, andando pela natureza para sentir .

A montanha se parece com uma mulher deitada e possivelmente gravida.

Aiuruoca é conhecida como uma cidade mágica, dona de um universo próprio encantador, de belezas naturais e simplicidade que podemos descobrir facilmente ao visitá-la. Tudo parece se integrar a natureza e flui em perfeita harmonia.

A cidade também integra o circuito turístico Terras Altas da Mantiqueira e também faz parte do roteiro do Caminho dos Anjos – do Parque Estadual da Serra do Papagaio e Serra da Mantiqueira, – sendo considerada uma das melhores cidades para prática do Ecoturismo.

Das cachoeiras e picos, cujas altitudes variam de 1300 a 2357 metros, o mais famoso é o Pico do Papagaio. Das 82 cachoeiras do município, cerca de 40 são visitadas frequentemente, por suas águas limpas e cristalinas, e poços que propiciam banhos relaxantes.

A área urbana de Aiuruoca é um dos charmes do Sul de Minas, com tranquilidade típica do interior mineiro. Seus casarões antigos e bem cuidados, ruas de pedras, e jardins e praças, são cenários bucólicos presentes na cidade, que encantam os visitantes.

Praça Central de Aiuruoca

Apesar de pequena, a Praça Central de Aiuruoca é muito linda e aconchegante, e convida a todos a sentar e relaxar

De frente com a praça central, está a Igreja Matriz de Aiuruoca.

A charmosa Matriz de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1726 com seus antigos altares de madeira, chamam muita atenção pela beleza singular.

A Igreja já passou por várias modificações, porém mantêm até hoje sua arquitetura e características de época.

Cachoeira dos Garcias no Vale dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Localizada no Vale dos Garcias, outra parte turística de Aiuruoca, o seu acesso é feito direto pela rodovia, antes mesmo de entrar da cidade.

São duas opções de trilha, uma mais íngreme e outra mais suave.

A cachoeira é linda, e tem um poço fantástico para banho.

No Vale dos Garcias você pode visitar o Poço do Joaquim Bernardo, local excelente pra pessoas da com mais dificuildade para fazer trilhas – pq não precisa andar – e famílias. Também se pode visitar a Cachoeira do Tiziu, Cachoeira da Esperança, Prainha e a Cachoeira dos Garcias. O vale tem um visual de altitude e sua vegetação e parecida com Serrado e nas partes mais altas aparecem os Campos de Altitude.

Pico do Papagaio

Caminhada com 7 horas de duração (Ida e Volta) dentro do Parque Estadual da Serra do Papagaio, exigindo da pessoa algum preparo físico. Aconselhável levar água, lanche, e blusa. A trilha passa por trechos de Mata de Candeial, Campos Rupestres e Floresta Tropical de Altitude. Chegando ao cume o visitante tem uma visão de 360 graus da região e está a uma altitude de 2100 metros.

Parque estadual Serra do Papagaio – Trilhas, Ingressos e Dicas!

Considerado por muitos o principal atrativo turístico de Aiuruoca, o Pico do Papagaio desafia até os mais bem preparados.

Compõe-se de um conjunto de elevações em forma de corcova, e tem altitude superior aos 2 mil metros. Lá de cima, tem-se uma vista incrível de 360 graus de toda a região.

Existem diversas trilhas que levam até o pico, saindo tanto do Vale do Matutu como do Vale dos Garcias. Porém, saindo do Vale dos Garcias, a distância é menor.

O nível da caminhada é pesado, e é necessário um certo preparo físico, além de acompanhamento de um guia.

Além das belezas naturais e do charme da cidade, em Aiuruoca a culinária é riquíssima.  Queijos, mel, biscoitos, bolos, doces e todo o sabor da culinária mineira estão presentes nos restaurantes da cidade, bem como o artesanato.

Cachoeira dos Macacos – Vale da Pedra

Cachoeira dos Macacos

Cachoeira das Fadas – Vale do Matutu

Cachoeira das Fadas

O Poço das Fadas fica bem pertinho do Casarão do Vale do Matutu, e seu acesso é feito através de uma trilha curta e leve, de cerca de 10 minutos.

Pocinho – pertinho do centro da cidade

Pocinho

Cachoeira Deus me Livre – um pouco acima do pocinho , estrada aiuruoca-matutu

Cachoeira Deus Me Livre

Uma caminhada de 20 minutos leva a 3 quedas d’água de cerca de 15 metros de altura cada que formam poços, sendo o último deles propício ao banho. As outras duas quedas possibilitam a prática de canyoning.

Prainha e Cachoeira da Prainha – Vale dos Garcias

Cachoeira da Prainha

Pico do Pinhal – em frente ao Pico do Papagaio (1,5 hs caminhada)

Pico do pinhal

Aiuruoca possui o rio com a nascente mais alta do Brasil.

Parece brincadeira, mas não é. O Rio Aiuruoca, que corta a cidade de Sul a Norte, é o rio que possui a nascente mais alta do Brasil, localizada na Serra do Itatiaia, a 2.450 metros de altitude.

Suas águas são muito frias, formadas por inúmeros cursos d’água que descem das montanhas caindo em incontáveis cachoeiras.

O Rio Aiuruoca deságua no rio Grande próximo à cidade de Madre de Deus-MG; o rio Grande deságua no rio Paraná próximo à cidade de Santa Clara D’Oeste-SP que vai desaguar na Bacia do rio da Prata próximo à cidade argentina de Buenos Aires, onde encontra o Oceano Atlântico.

O Rio Aiuruoca conta com inúmeras cachoeiras ao longo de seu percurso. Já no Itatiaia, ainda no alto da Serra, temos a Cachoeira do Aiuruoca com suas águas geladas e visual sem igual.

 Bem próximo da cidade de Aiuruoca, há cerca de 5km do centro, temos a Cachoeira do Tombo que fascina a quem a visita, as Corredeiras do Papagaio que também forma um grande largo para banho no encontro com o Ribeirão do Papagaio. dali para o sentido da cidade ainda temos a Cachoeira do Ivo, os Caldeirões e outros pontos bonitos do rio.

Após a cidade e seguindo em direção à cidade de Seritinga e Serranos, temos as corredeiras do Varadouro, a Cachoeira do Galvão e a passagem sob o Pontilhão que também atraem muitos visitantes.

Resumindo, o rio Aiuruoca é um espetáculo, do início ao fim.

História de Aiuruoca

Aiuruoca - MGTerra desbravada em 1692 pelo padre João de Faria Fialho, capelão dos bandeirantes, conforme descrição de Bento Pereira de Souza Coutinho em carta ao governador-geral do Brasil, D. João de Lancaster, datada de 29 de julho de 1694. Abaixo, um trecho da carta:

“De frente a Villa de Taubaté, dizia elle, quatro ou cinco dias de viagem se acha estar o Rio Sapucahi e descendo da direita da dicta villa para a de Guaratinguetá, tomando a estrada real do sertão 10 dias de jornada para a parte norte sobre o Monte de Amantiquira, quadrilheira do mesmo Sapucahi, achou o padre Vigário João de Faria, seu cunhado Antonio Gonçalves Viana, o Capitão Manoel de Borba e Pedro de Avos, vários ribeiros com pintas de ouro de muita conta: e das campinas da Amantiquira, cinco dias de jornada, correndo para o norte, estrada também geral do sertão, fica a serra da Boa Vista, d’onde começam os campos geraes até confinar com os da Bahia: e da Serra da Boa Vista até o Rio Grande são 15 dias de jornada cujas cabeceiras nascem na Serra Da Juruoca, defrente dos quaes serros até o Rio do Guanhanhães e em Monte de Ebitipoca tem 10 léguas pouco mais ou menos de circuito, toda essa planície com cascalho formado de safiras e de frente aos mesmos Serro da Juruoca para a parte da estrada caminho do oeste pouco mais ou menos esta distancias são muitos montes escalvados pelos campos e muitos rios…”

Complementando a narrativa, ainda temos do livro “Primeiros Descobridores das Minas do Ouro na Capitania de Minas Gerais” o seguinte:

“Assim se denominou um descobrimento, ao sul das minas de São João Del Rei, por alusão a um penedo cheio de orifícios, em que se aninhavam e se reproduziam os papagaios”.

Trata-se inequivocamente do nosso símbolo maior, o Pico do papagaio, nosso guardião intemporal. Aí está, belíssimo relato sertanista, que retrata com detalhes a primeira vez que se teve noticia das terras de Aiuruoca, Aiuruoca de origem tupi, na sua melhor divisão histórica A – Juru – oka que se traduz Ajuru = Papagaio + Oka = Casa de Papagaio, tendo como seu descobridor o Padre João de Faria Fialho.

Vê-se, pelo exposto, que, antes da descoberta do Ribeirão do Carmo, hoje cidade de Mariana, em 1696, da cidade de Ouro Preto, em 1698, da criação da Capitania Independente de Minas, em 1720, da fundação da Cidade de Campanha, em 1727, o nome Aiuruoca ecoava como o voo do papagaio ajuru, pela história das minas do ouro.

Porém sua fundação oficial ocorreu em 1706 por João de Siqueira Afonso, taubateano, descobridor das Minas de Aiuruoca e fundador do arraial do mesmo nome, atraindo exploradores portugueses e paulistas. Logo fundado o arraial, recebeu em 1708, a patente de capitão-mor e superintendente das Minas de Aiuruoca e Ibitipoca o capitão Melchior Felix de reconhecida nobreza das principais famílias de Taubaté, sendo neto do fundador da mesma, e morador no distrito de Aiuruoca onde possuía roças e escravos.

É importante assinalar que, em 1744, encontra-se, em Aiuruoca, o Tenente Coronel Simão da Cunha Gago um dos cabos da Bandeira de Fernão Dias Paes Leme, que aqui erigiu, como consta uma Capela dedicada a nossa Senhora. Simão da cunha Gago juntamente com vários aiuruocanos fazendo-se acompanhar, em sua comitiva, do Padre Felipe Teixeira Pinto levando consigo a imagem da Conceição, desceram a serra desbravando matas, atravessando campos e rios chegaram a um promontório, na margem esquerda do rio Paraíba, onde fincaram bandeira e fundaram a cidade de Rezende.

Em 1764, Aiuruoca foi visitada pelo governador Luiz Diogo e pelo doutor Cláudio Manuel da Costa, inconfidente mineiro então secretário do governo, na tentativa de conter os contrabandistas e os desvios do fisco real.
A Vila de Aiuruoca passou à categoria de cidade com seu território desmembrado de Baependi em 14 de agosto de 1834. Aiuruoca perteceu a Comarca de Baependi por um curto período, isto é, apenas vinte anos. Quando o ouro se esgotou, os moradores se dedicaram à criação de gado leiteiro e à agricultura. Tendo como pano de fundo a Serra dos Papagaios, onde se encontra a Estação Ecológica Serra dos Papagaios, é um município privilegiado pela beleza natural e sua história.

Na cultura aiuruocana, destacam-se o Museu Municipal Doutor Júlio Arantes Sanderson de Queiroz, as festas religiosas, destacando-se a Semana Santa de Aiuruoca celebrada desde 1717, tombada como patrimônio histórico municipal em novembro de 2010.

Fonte: diversas editadas e https://www.aiuruoca.mg.gov.br/sedesa/portal/

 

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