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Quando Deus era mulher: A civilização das deusas gordas

Quando Deus era mulher. A civilização das deusas gordas

Fonte: http://www.luispellegrini.com.br/

Nas culturas mais antigas as mulheres tinham um papel importante e, por vezes, superior ao dos homens. Ainda hoje existem no mundo várias sociedades matriarcais como as que existiram no passado. História, glória e tragédia dos matriarcados. Esta estatueta de marfim (foto de abertura) encontrada na gruta de Hohle Fels (Alemanha), vista de lado e de frente é a figura de uma Deusa-Mãe. Idade: 35 mil anos. Possui a cabeça pequena, seios enormes, quadris largos e ventre protuberante. A vulva é acentuada e sobre o corpo existem diversos signos e traçados rituais.

Por: Equipe Oásis

A primeira escultura de forma humana que se conhece foi realizada há 35 mil anos. Trata-se de um pendant de marfim de mamute, longo apenas 6 centímetros, encontrado na gruta de Hohle Fels, na Alemanha. Descoberta em 2008, a estatueta representa uma mulher gorda, com seios enormes, nádegas grandes e uma vulva muito acentuada. Trata-se, com toda probabilidade, de uma divindade feminina, para ser levada ao pescoço.

Quando Deus era mulher

Se, naqueles tempos, a divindade principal era feminina, o papel das mulheres devia ser muito importante, certamente não inferior ao dos homens. Por sinal, durante o Paleolítico, especialmente no período entre 25 mil e 20 mil anos atrás, as assim chamadas “Vênus”, estatuetas encontradas na Europa e na Ásia, reforçaram o conceito da “divindade feminina”.

Não apenas: estátuas e estatuetas de mulheres grandes, gordas e grávidas, símbolos de regeneração e nutrimento, eram muito difundidas durante todo o Neolítico, o período quando os humanos aprenderam a cultivar as plantas e a criar os animais. Em Çatal Huyuc, na Turquia, por exemplo, existem inúmeras evidências de que tais figuras femininas eram objeto de culto nas primeiras aldeias agrícolas. Divindades femininas obesas, que representam uma deusa-mãe, foram encontradas entre as ruínas das construções gigantes (megalitos) da ilha de Malta, onde uma importante civilização realizou muitos templos utilizando enormes blocos de pedra, no 5o milênio antes de Cristo, 1500 anos antes que no Egity fosse construída a pirâmide em degraus de Saqara.

Em Malta os estoques alimentares de grãos eram armazenados em silos públicos, anexos aos templos, e neles aconteciam cerimônias para a distribuição do alimento em nome da deusa. As quantidades que sobravam permitiam a manutenção de obreiros nas construções públicas bem como de um corpo sacerdotal, constituído sobretudo de mulheres. Como a própria deusa-mãe, essas sacerdotisas deviam ter corpos grandes e muito gordos.

Uma deusa de Malta: obesidade e fertilidade. O sono da deusa representava a morte, entendida como antecâmara do renascimento e do retorno à vida.

Populações pacíficas

Esses agrupamentos humanos do megalíticos, como regra geral não construíam fortificações, sinal de que as guerras eram praticamente desconhecidas para eles. Essa mesma característica surge também nas primeiras aldeias humanas sedentárias das atuais Grã Bretanha, França, Espanha, Itália e em outras localidades da Europa centro-oriental. A importante antropóloga Marija Gimbutas (1921-1994), em dezenas de campanhas de escavações, recolheu signos em espiral, símbolos femininos e um enorme número de esculturas de divindades femininas ligadas ao culto da fertilidade. Encontrou também estatuetas de “mulheres-pássaro”, encontradas em sepulturas que não indicavam diferenças sociais entre os defuntos. Gimbutas pertenceu a uma linha de antropólogos que concluíram ter existido na Europa e arredores uma grande civilização que precedeu os sumérios e os gregos. Uma civilização de mulheres, construída a partir dos valores do princípio feminino: uma civilização igualitária, pacífica, dedicada ao culto da deusa mãe.

Uma história feminina

Já na segunda metade do século 19, o historiador Johann Jacob Bachofen (1815-1887) lançara a ideia de um passado matriarcal da humanidade. Ele sustentava que alguns mitos gregos, desde o das amazonas até o da Medusa (veja ilustração abaixo), não eram o fruto de problemas psicológicos com o sexo oposto, mas sim a lembrança de conflitos sociais verdadeiros que, depois, conduziram ao patriarcado, ou seja, ao domínio do homem sobre a mulher. Para resumir, o herói Perseu que mata a Medusa elimina uma antiga e poderosa matriarca, depois apresentada como criatura monstruosa no relato mítico. Bachofen considerava que a sociedade patriarcal venceu quando os homens tomaram o poder religioso até então reservado às mulheres.

Medusa era a única mortal das três monstruosas irmãs chamadas Górgonas. Mas a imagem inicial de Medusa (em grego “aquela que domina”), era a de uma mulher belíssima. O deus Poseidon se apaixonou por ela e a seduziu. Por causa disso, a deusa Atena a puniu transformando-a em um monstro com serpentes no lugar dos cabelos. Além disso, quem visse o rosto de Medusa era imediatamente transformado em pedra. O mito narra que, com o ânimo atiçado pelo rei da ilha de Serifo, Polidete, o jovem herói Perseu prometeu que traria para o rei a cabeça de Medusa. Perseu foi ajudado pelos deuses Atena e Hermes, que deram a ele um escudo reluzente e uma foice. Usando o escudo para não ter de fita-la diretamente, Perseu conseguiu cortar a cabeça da Górgona. Na visão do historiador Johann J. Bachofen, seres femininos monstruosos como a Medusa (“aquela que domina”) ou a Esfinge representavam o medo que os homens têm do sexo feminino. Os gregos, de modo mais pragmático, reviviam com tais mitos as antigas vitórias alcançadas contra as grandes matriarcas da antiguidade.

Idade do Ouro

A antropóloga e mitóloga italiana Momolina Marconi (1912-2006) confirmou, por seu lado, a hipótese de um matriarcado dominante na Antiguidade. Ela desenvolveu com suas pesquisas a ideia que do sul da Itália à Sardenha, atingindo as costas africanas e o litoral da Anatólia turca existiu uma civilização marcadamente matriarcal, a dos Pelágios, que acreditava na existência de uma Grande Mãe mediterrânea considerada divindade principal. Mas outros pensadores preferem acreditar que essa fase matriarcal é muito mais uma utopia feminista do que uma verdade histórica, embora fosse avalizada inclusive pelo grande filósofo e economista Friedrich Engels (1820-1895) que explicou o seu fim como consequência do surgimento do conceito de propriedade privada.

As sociedades matriarcais hoje

As coisas, nos últimos anos, parecem ter se tornado mais claras. Em 2005, em San Marcos, no Texas (EUA), arqueólogos e antropólogos de todo o mundo se reuniram em um grande congresso de “estudos matriarcais”, confrontando dados arqueológicos e observações sobre algumas populações atuais. Resultado: a civilização megalítica do Neolítico era claramente centrada nas mulheres. E dezenas de etnias até hoje são matriarcais. Por exemplo, os Mosuo, da província do Yunan, na China, os Bemba e os Lapula das florestas da África Central, os indígenas Cuna “isolados em ilhas ao largo do Panamá, ou os trobriandeses da Melanésia.

Um estudo sobre os Minangkabau da Sumatra – uma etnia com cerca 4 milhões de indivíduos – é muito importante. Dirigidas pela antropóloga Peggy Reeves Sanday, da Universidade da Pensilvânia (EUA), essas pesquisas descobriram que valores fundamentais dessa cultura são centrados na cura das moléstias de todos os tipos e nas necessidades da comunidade, em vez de se basearem sobre os princípios patriarcais da “justiça divina”, dos sacrifícios e das rígidas prescrições sexuais pretensamente ditadas pelo plano divino. Esses valores ligados à cura, bem como aqueles cerimoniais em honra dos ciclos da natureza descendem claramente de antepassadas míticas que foram divinizadas.

O matriarcado, entre os Minangkabau bem como nos outros grupos estudados, não é o simples rebaixamento do patriarcado, ou seja, a dominação de um sexo sobre o outro, mas uma cultura de equilíbrio e balanceamento dos papeis de gênero naquelas sociedades. As esposas permanecem na aldeia da mãe, nas quais a organização do quotidiano e os cuidados com os filhos são tarefas que tocam aos homens, mas estes últimos são quase sempre os irmãos da esposa, tios e avós.

Mulheres trobriandesas durante a grande festa do inhame desfilam levando nas mãos alguns desses tubérculos recém recolhidos.

Maridos part-time 

Os maridos, por seu lado, moram na aldeia materna, ocupando-se dos seus netos e dos campos. Eles são, com efeito, “visitantes noturnos” das esposas e, pela manhã logo cedo retornam à aldeia materna. O resultado dessa relação part-time é que as crianças são cuidadas pela mãe e pelos parentes maternos, e quase nunca está bem claro quem é o pai natural. Aquilo que conta é a paternidade social, coletiva. Ou seja, a inteira comunidade é pai e mãe da criança.

Além disso, o matrimônio de um elemento do clã A com um do clã B não constitui um fato isolado, mas faz parte de uma série de uniões. Da mesma forma que entre o clã B e o clã C. No final os clãs são compostos quase apenas de parentes. Dessa forma, cada pessoa tem uma parte dos seus genes em todos os membros do clã e todo interesse em ajuda-los e participar das suas vidas.

A antropóloga Heide Göttner-Abendroth, da Academia Internacional Hagia di Winzer (Alemanha), líder criadora de estudos modernos sobre o matriarcado, descreveu as suas características principais, no presente e no passado. “Nas sociedades matriarcais é praticada geralmente a horticultura ou uma agricultura de tipo familiar autossustentável”, ela explica. “Vive-se na aldeia materna tomando-se o nome da mãe e herdando os seus bens. Existem matrimônios de grupo entre os clãs e relações conjugais baseadas na ‘visita’, com consequente liberdade sexual dos parceiros”.

As doações batem as vendas

A propriedade privada é reduzida ao mínimo: terrenos e animais pertencem ao clã. Em vez da economia de troca, está presente a economia da doação. “Na troca se leva em conta o valor da mercadoria e se satisfaz uma necessidade pessoal”, explica a antropóloga. “Na doação, diferentemente, não são feitas avaliações de valor, pois o objetivo é atender a necessidade do outro”. A troca interrompe a relação (quem deu, deu; quem recebeu…) A doação não, pois cedo ou tarde será compensada com outra doação, e a relação continua. Nas sociedades matriarcais pode suceder que o valor da doação seja mais alto ou mais baixo, segundo o desejo e as possibilidades da pessoa. Mas aquilo que se perde materialmente se ganha em termos de consideração social, e nos momentos de necessidade as contas sempre fecham em equilíbrio. Essa disparidade nas doações, por exemplo de um clã que teve uma colheita muito favorável e pode doar mais, também serve como fator de reequilíbrio social: a riqueza é melhor distribuída.

Estatuetas do 5o milênio antes de Cristo, encontradas em Poduri, na atual Romênia: trata-se de uma assembleia de deusas e reproduz a vida real nas aldeias matriarcais.

Democracia participativa 

“O clã matriarcal”, explica Göttner-Abendroth “funcionam na base de assembleias onde se verifica uma contínua busca de consenso: cada família manda um seu representante, homem ou mulher, para a assembleia do clã. Se não acontece um acordo, volta-se a consultar os familiares se fizeram representar pelo delegado. O mesmo acontece quando os delegados do clã participam de uma assembleia de aldeia, ou de uma assembleia regional: se não existe acordo, volta-se a falar com os representados. A ideia equivocada de que o matriarcado nunca tenha existido deriva exatamente da presença de homens nas assembleias: alguns antropólogos os interpretaram como chefes, mas eles eram apenas delegados”.

Outras características dos matriarcados são a fé em divindades femininas e uma crença particular relacionada à morte. Na visão matriarcal, depois da morte se renasce no interior do próprio clã: a criança não se lembra disso, mas ela foi, no passado, um tio ou uma avó. Essa ideia deriva da observação dos ciclos vegetais, que remonta ao início da agricultura. As plantas morrem no outono, mas as suas sementes repousam durante o inverno até a chegada da primavera, quando germinam e renascem iguais àquelas precedentes.

Por isto, no hipogeu fúnebre de Hal Saflieni (veja foto abaixo), em Malta, há cinco mil anos as pessoas eram sepultadas em posição fetal, à espera do seu renascimento no interior do clã. A convicção da morte-renascimento provinha também da observação dos ciclos das estações do ano, das estrelas que desaparecem para reaparecer na noite seguinte, do Sol que “morre” e logo depois “renasce”, do próprio ciclo menstrual feminino. Estes eram os referenciais naturais do matriarcado, que levaram à ideia de uma Grande-Mãe que garantia a vida e a sobrevivência a todos, fêmeas e machos indistintamente.

O cemitério de Hal Saflieni (Malta, 2.500 antes de Cristo). Os corpos eram sepultados em posição fetal, para renascerem.

Chegada dos patriarcas

Se tudo funcionava tão bem no seio das sociedades matriarcais, por que as coisas mudaram? Segundo a reconstrução histórica de Gimbutas, confirmadas depois por estudos genéticos e linguísticos, em três vagas sucessivas de 4500 a 3000 antes de Cristo, povos guerreiros provenientes das planícies do rio Volga, que tinham domesticado o cavalo e dispunham de armas de bronze, invadiram e se espalharam por vastos territórios da velha Europa, e também no Oriente Próximo, chegando até as margens do rio Indo. Falavam uma língua proto-indoeuropeia e cultuavam divindades celestes, masculinas e guerreiras.

A religião e os costumes dos povos conquistados mudou, seguindo a direção do patriarcado. “Foi um processo lento que, embora vindo do exterior, teve o apoio de muitos homens pertencentes às populações matriarcais”, explica a antropóloga Luciana Percovich. “Teve início um processo no qual as esposas se transferiam para as aldeias dos maridos, e no qual os bens familiares e do clã passaram a ser transmitidos por linhagem masculina”.

A reviravolta deveu-se também ao fato de que a guerra tornara-se uma forma de economia e a força masculina passou a ser bem mais importante do que no passado. Para fazer com que as terras possuídas e conquistadas permanecessem com os próprios descendentes, os homens adotaram a segurança da paternidade e, para tanto, começaram a segregar as mulheres. As sacerdotisas foram subjugadas e subordinadas aos sacerdotes homens.

A deusa egípcia Nut se alonga para formar a abóboda celeste. Ela era a Senhora do Céu, do Dia e da Noite, e do Renascimento.

Machos subversivos

Entre os sumérios, o povo da Mesopotâmia que deu vida às primeiras cidades-Estado, ao desenvolvimento da irrigação, da agricultura e da escritura cuneiforme, aconteceu um período de transição entre o matriarcado e o patriarcado. Essa transição ficava bem clara no processo de investidura de um rei. “Para ser investido como tal, ele devia copular com uma grande sacerdotisa que representava a deusa Inanna (ver imagem abaixo), versão local da deusa-mãe”, explica Percovich. “Os reis eram eleitos e inicialmente permaneciam no cargo apenas um ano. Com o passar do tempo, alguns foram prorrogando os seus mandatos, colocando-se no mesmo patamar do poder religioso feminino e, sucessivamente, tomaram as rédeas e passaram a designar sacerdotes homens. A partir daí o poder tornou-se dinástico”. As guerras frequentes reforçaram o papel central dos homens que, cada vez mais, preferiam decidir as disputas através da violência das guerras, quando esta era uma opção muito menos popular nas sociedades matriarcais.

Os sumérios refletiam o passado matriarcal e a transição ao patriarcado no ciclo mítico da deusa Inanna (análoga à deusa Ishtar, da Babilônia, e Astarte, da fenícia), todas elas evoluções locais da deusa-mãe. O mito conta que a deusa Inanna se apoderou dos fundamentos do conhecimento, das leis e das práticas civilizatórias, para dá-las aos humanos.

A Grande-Mãe teve uma variante também no Egito, com a deusa do céu Nut. Mas depois os faraós se declararam representantes terrenos de divindades masculinas, como Rá, o deus-Sol. Na Grécia, o culto a Zeus, divindade masculina, pouco a pouco mandou para o esquecimento a Deusa-Mãe, inclusive atuando uma inversão ilógica e antinatural dos papéis: foi ele quem pariu, da sua cabeça, a filha Atena.

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