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Festival Folclórico de Parintins

Festival Folclórico de Parintins

Fonte: Editado da Wikipédia brasil
Festival Folclórico de Parintins
Período de atividade 1965–presente
Número de edições 54
Local(is) Centro Cultural de Parintins
Data(s) último fim de semana de junho
Gênero(s) boi-bumbá, folclore
Página oficial www.festivaldeparintins.com.br

Festival Folclórico de Parintins é uma festa popular que acontece todos os anos no município brasileiro de Parintins, no interior do estado do Amazonas.[1] O festival é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).[2][3]

As apresentações, que começam na última sexta-feira do mês de junho indo até domingo, simbolizam uma disputa a céu aberto entre duas agremiações folclóricas Boi Garantido (vermelho) e Boi Caprichoso (azul), que acontece no Centro Cultural de Parintins, mais conhecido como Bumbódromo, com capacidade para 35 mil espectadores.[4] O Festival Folclórico de Parintins é transmitido ao vivo para todo o Brasil pela TV Cultura.[5]

São milhares de turistas do Brasil e do mundo que acompanham as toadas dos bois Garantido e Caprichoso. Na época do festival, a população de Parintins, de 115 mil habitantes, chega a quase dobrar. Segundo a prefeitura do município, cerca de 80 mil turistas visitam a cidade durante o festival.[6] O Festival Folclórico foi responsável pela divulgação de algumas músicas que ficaram famosas, como os hits Tic, Tic, TacVermelhoSaga de Um CanoeiroParintins Para o Mundo VerLamento de RaçaRitmo Quente, entre outras.[7]

História

Primórdios

A história dos bois de Parintins remete ao início do século XX, ainda que estes na época fossem grupos muito menores e menos estruturados, além de não possuírem qualquer registro formal. Antes da existência do festival, os bois Garantido e Caprichoso já alimentavam certa rivalidade entre si. No entanto, já existiam outros bois, precedentes ou contemporâneos a esses dois, tais como Diamantino, Ramalhete, Fita Verde, Corre-Campo, Mina de Ouro, Galante e Campineiro.[8][9]

Oficialização do festival

Em 1965 aconteceu o primeiro Festival Folclórico de Parintins, criado por um grupo de amigos ligados à Juventude Alegre Católica (JAC), entre os quais Xisto Pereira, Jansen Rodrigues Godinho, Lucinor Barros e Raimundo Muniz, então presidente da entidade, além do padre Augusto, com o objetivo de arrecadar fundos para a construção da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins. No primeiro ano, vinte e duas quadrilhas se apresentaram, sem a presença dos bois Caprichoso e Garantido.[1]

Em 1966 os bois-bumbá foram convidados a participar do festival, e pela primeira vez ambos participaram juntos do festival. Nessa época, o critério estabelecido para definir o campeão foi o boi mais aplaudido pelos presentes. A partir de então, houve o acirramento da rivalidade entre os bois Garantido e Caprichoso.[1]

No ano de 1975, a organização do Festival foi assumida pela Prefeitura de Parintins, mudando o local para o Centro Comunitário Esportivo.[10]

Com o tempo, o festival ganhou relevância nacional, passando a ser objeto de atenção da mídia e considerado atração turística de Parintins. Após a transmissão em rede de televisão nacional, profissionais que trabalhavam na festa passaram a ser contratados a partir da década de 2000 para trabalhar nos carnavais de Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo.[11]

Em 1982, o Caprichoso, em protesto por ter demorado a receber as verbas públicas (que o boi Garantido havia recebido da Prefeitura com bastante antecedência), decidiu não disputar o festival, alegando que a disputa seria injusta, dado o tempo restado para confecção de um boi que pudesse competir à altura. A prefeitura, para manter a disputa, convidou o boi Campineiro que, por não ter condições de disputa, recebeu o vice-campeonato simbólico naquele ano.[12] Assim, o Boi Garantido consagrou-se pentacampeão (1980, 1981, 1982, 1983 e 1984).

Até 2005, o evento era realizado sempre nos dias 28, 29 e 30 de junho. Uma lei municipal mudou a data para o último fim de semana de junho.

Em 2017, os julgadores do festival sugeriram que este fosse ampliado e outros bois-bumbá pudessem ser incluídos na competição, com a criação de uma liga dos bois-bumbá.[13]

Em 2020, pela primeira vez na história, o Governo do Estado do Amazonas adiou a realização do 55º Festival Folclórico de Parintins para junho de 2021, em função da Pandemia de COVID-19 no Brasil. A medida foi anunciada pelo governador Wilson Lima, em 11 de setembro de 2020, durante reunião com os poderes e representantes de classe.[14] Logo depois, é anunciado o cancelamento desta edição devido a manutenção da Pandemia, sendo substituída por uma live especial realizada no dia 26 de junho. O evento não terá a presença de público, participando apenas os colaboradores.[15]

Patrimônio Cultural do Brasil

Complexo Cultural do Boi-Bumbá do Médio Amazonas e Parintins
Festival Folclórico de Parintins.jpg

Apresentação do Boi Garantido no Centro Cultural de Parintins.
Categoria: Patrimônio Cultural do Brasil
Data de Registro: 8 de novembro de 2018 (2 anos)
Nº de Processo: 01450.006348/2009-11
Cidade: Parintins, Amazonas
Órgão: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

Em 8 de novembro de 2018, o Complexo Cultural do Boi-Bumbá do Médio Amazonas e Parintins foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil na reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que aconteceu em Belém do Pará.[2]

Concluímos finalmente que, acervos como o Complexo Cultural do Boi-Bumbá do Médio Amazonas e Parintins, por se constituírem em importante foco de resistência da cultura legitimamente nacional, não só tem relevância para o estado do Amazonas e para o país, mas se revestem de um valor universal como lição de liberdade e humanidade. E ratificando os demais pareceres constantes do processo, somos de parecer favorável à sua inscrição, no Livro de Registro das Celebrações, como Patrimônio Cultural do Brasil.[16]
— Luiz Phelipe de Carvalho Castro Andrês, Conselheiro do Conselho Consultivo do IPHAN.

Os modos de brincar o Boi são diferentes dependendo da região do país. Em cada contexto há variações e denominações próprias, além de ocorrer em distintas épocas do ano. Seja qual for a vertente, o folguedo se estabeleceu de forma marcante na região amazônica e, a cada apresentação, faz o coração dos brincantes e de quem assiste pulsar mais forte. Nessa região, ele ocorre com mais frequência durante os festejos juninos dos santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro.[2]

Transmissão

A primeira edição do Festival Folclórico a ser transmitido ao vivo foi em 1994, pela TV Amazonas, afiliada da Rede Globo. Este contrato vigorou até 1999.[17] No ano seguinte, a transmissão passou a TV A Crítica, então afiliada ao SBT. À época, foi firmado um contrato de três anos entre os bois e a emissora, por um valor de R$ 1,2 milhão. Em 2001, o vínculo foi estendido até 2007. Neste período a transmissão ocorria na íntegra para toda a região norte e com flashes ao vivo dentro da programação nacional do SBT.

Entre os anos de 2008 e 2012, a Rede Bandeirantes transmitiu para todo o Brasil os três dias do evento em alta definição dentro da sua grade nacional de programação. Porém a transmissão da emissora sempre foi alvo de muitas críticas, em virtude do excesso de intervalos comerciais, pouco conhecimento dos apresentadores com relação a dinâmica da festa, e principalmente a ausência de um maior destaque para as torcidas dos dois bois. Em 2012, o formato de transmissão foi modificado, para permitir que o programa Pânico na Band pudesse ser exibido na grade nacional da emissora. Com isso, o primeiro e o último dia de apresentações foram exibidos com atraso de 2 horas para todo o Brasil (com exceção da Região Norte). Para compensar, a Rede Bandeirantes fez a transmissão na íntegra e ao vivo pela Band Internacional para mais de 130 países do mundo e também pela internet pelo portal da emissora.

Em 2013, os dois bois assinaram um pré-contrato com a Rede Amazônica, onde estava prevista a divulgação do Festival Folclórico de Parintins pela Rede Globo e a transmissão pelo Amazon Sat. Por sua vez, apenas o Boi Garantido assinou um pré-contrato com a Rede Calderaro de Comunicação, através da TV A Crítica alguns dias depois, este por sua vez prevê a ampla divulgação do Festival na programação da Rede Record, Rede TV, Rádio Jovem Pan e outros veículos de mídia e a transmissão pela TV A Crítica para a toda a região norte em alta definição. No dia 7 de fevereiro, o Boi Caprichoso oficializou o contrato de transmissão com a Rede Amazônica por 5 anos, em consequência, seus produtos serão distribuídos nacionalmente pela Som Livre. Por sua vez, o Boi Garantido, decidiu romper as negociações com a mesma emissora de televisão. Em 15 de fevereiro de 2013, o Boi Garantido assinou contrato com a TV A Crítica, que transmitiu as apresentações oficiais do Garantido, bem como irá fazer a divulgação e produção do DVD e do CD e inserção de itens do Garantido na programação da Rede Record. Com isso em 2013, houve 2 emissoras transmitindo o mesmo festival: TV Amazonas transmitindo as apresentações do Caprichoso e TV A Crítica transmitindo as apresentações do Garantido.

Em 2014, o Festival de Parintins passou a ser transmitido integralmente pela TV A Crítica. De acordo com o presidente do bumbá Caprichoso, Joilto Azedo, o documento prevê a exibição do festival por quatro anos. Em comemoração, os bois Caprichoso e Garantido se apresentaram com os itens oficiais para o público do RCC Experience, no Tropical Hotel, onde ocorreu a assinatura do contrato com o boi Caprichoso.[18].

Em 2017, através de uma parceria com a TV A Crítica, a TV Cultura transmitiu o Festival para todo o país, fato que não ocorria desde 2015, já que a ultima transmissão em rede nacional aconteceu pela Record News no ano de 2014.[19] Devido ao sucesso da transmissão do ano anterior, em 2018, a TV Cultura volta a fechar uma nova parceria com a TV A Crítica, garantindo assim a cobertura do festival para todo o Brasil.[20] Em 2019, o festival passa a ser transmitido em quatro emissoras: TV A Crítica que renovou o contrato com os bois por mais um ano, TV Cultura do Amazonas, Inova TV e a TV Cultura de São Paulo que transmitiu pela terceira vez a festa para todo o país.[21] Mas, devido a mudança de horário do início do festival passando para as 20 horas (21 horas pelo Horário de Brasília) e pela transmissão do Festival de Inverno de Campos do Jordão e a programação nacional, a TV Cultura passou a transmitir a apresentação dos dois bois em formato de VT com uma hora e meia de atraso, começando na sexta feira ás 22:30, sábado ás 21:45 e domingo ás 22 horas, nesse caso no ultimo dia houve uma hora de atraso, frustando os telespectadores de outras regiões do país, principalmente da Região Norte e do próprio Amazonas, que ao invés de acompanharem a festa na íntegra, passaram a assistir em imagens gravadas tendo até mesmo locução como se estivesse ao vivo.Componentes do festival

O festival possui um total de 21 quesitos (itens), sendo que a maioria não possui ordem predeterminada de apresentação. As exceções são os três primeiros (apresentador, levantador de toadas e marujada ou batucada), além do último (encenação).[1]

Os quesitos são: apresentador; levantador de toadas; marujada e batucada; ritual; porta-estandarte; amo do boi; sinhazinha da fazenda; rainha do folclore; cunhã poranga; boi bumbá (evolução); toada (letra e música); pajé; tribos indígenas ; tuxauas; figuras típicas regionais; alegorias; lenda amazônica; vaqueirada; galera; coreografia, organização do conjunto folclórico.[1]

Música

A música, que acompanha durante todo o tempo, é a toada,[1] acompanhada por um grupo de mais de 400 ritmistas.

Os dois Bois dançam e cantam por um período de duas horas e meia, com ordem de entrada na arena alternada em cada dia. As letras das canções resgatam o passado de mitos e lendas da floresta amazônica. Muitas das toadas incluem também sons da floresta e canto de pássaros.

Ritual

O ritual é o momento máximo da noite. Geralmente, acontece na parte final das apresentações e faz referências a mitos, lendas, tradições ou rituais tipicamente indígenas. E o Ritual geralmente trazem o Pajé tanto no Boi Caprichoso quanto no Boi Garantido e as vezes a Cunhã-Poranga.

Auto do Boi

O auto do boi mostra o motivo pelo qual surgiu o Festival, com a história de Pai Francisco e Mãe Catirina. Catirina queria a língua do Boi, pois estava grávida. Pai Francisco foi atrás da língua do boi mais bonito da fazenda. Conseguiu e o matou. O Amo do Boi, dono da fazenda, quando soube ficou consternado e mandou trazer o “criminoso” para saber por qual motivo ele fizera tal ato. O Amo mandou ainda trazer médicos para tentar reviver o Boi, mas nada adiantou. Foi então que, com a ajuda dos índios, chegou ao Pajé, que fez reviver o boi do patrão.[1]

Apresentador

Marca o centro do espetáculo, conduzindo o tema com sua voz.[1] Precisa ter afinação, dicção, timbre e técnica de canto, No Garantido, atualmente o item é representado por Israel Paulain. Desde 2017, o apresentador do Caprichoso é Edmundo Oran.

Levantador de toadas

Após o apresentador, o elemento seguinte é o levantador de toadas, que precede à batucada.[1] Todas as músicas que fazem a trilha sonora das apresentações são interpretadas pelo levantador de toadas. Trata-se de uma figura importante, já que a técnica, a força e a beleza de sua interpretação não só valem pontos como ajudam a trazer à tona a emoção dos brincantes. David Assayag e o mais reconhecido levantador do festival, que iniciou sua carreira no lado azul, depois tornou-se levantador do vermelho e por fim, em 2010, retornou ao Caprichoso, aonde está até hoje. No Garantido, desde a saída de David Assayag, o levantador de toadas é Sebastião Júnior.

Imagem da apresentação do Boi Garantido.

Torcida do Boi Garantido.

Amo do Boi

O Amo do Boi, com seu jeito caboclo, exalta a originalidade e a tradição do nosso folclore, fazendo soar o berrante e tirando o verso em grande estilo. É a chamada do Boi, que vem para bailar. No Garantido, este item é representado por Gaspar Medeiros. No Caprichoso, Prince do Boi é o responsável pela defesa do item.

Sinhazinha da Fazenda

É a filha do dono da fazenda, representa a cultura europeia no boi. Precisa ter graça, desenvoltura, simplicidade, alegria, gingado,saudando o boi e o público. No Boi Caprichoso, o item é representado por Valentina Cid. Já no Boi Garantido, é representado por Valentina Coimbra.

Figuras Típicas Regionais e Lendas Amazônicas

Fazem aflorar os sentimentos de amor e paixão. Alegorias gigantes se movimentam. Coreografias e fantasias originais, com luz teatral e fogos, dão um brilho especial ao espetáculo. Ficção que retrata e ilustra a cultura e o folclore de um povo. Imaginação, envolvimento e encenação são importantes neste item.

Porta Estandarte

Representa o símbolo do Boi em movimento. Ela deverá ter garra, desenvoltura, elegância, alegria e sincronia de movimentos entre o bailado e o estandarte. Marcela Marialva no Caprichoso e Daniela Tapajós no Garantido.

Cunhã Poranga

Representa a moça bonita, uma sacerdotisa, guerreira e guardiã. Expressa a força através da beleza. Deve possuir desenvoltura e incorporar a personagem. No Caprichoso, o item é defendido por Marciele Albuquerque e, no Garantido, a moça mais bela é Isabelle Nogueira.[1]

Rainha do Folclore

Representa a expressão do poder, pela manifestação popular. Deve possuir graça, movimentos com desenvoltura, incorporação, indumentária. Atualmente no Caprichoso depois da saída de Brena Dianá, a atual Rainha do Folclore é Cleise Simas. No Garantido o item é representado por Edilene Tavares.

Imagem da apresentação do Boi Caprichoso.

Torcida do Boi Caprichoso.

Boi-Bumbá Evolução

É o símbolo cultural da manifestação popular. É a chegada do Garantido e do Caprichoso, a estrela guardiã da floresta, e o coração da festa, É a evolução do negro da América e do boi do povão, a cênica que deve conter a impressão de um movimento de um, boi real, soltar ‘fumaça’ pelo nariz que na verdade é farinha de trigo e não é obrigatório, mas tem que levantar a galera.

Pajé

O Pajé é o senhor da cênica feitiçaria e representa a cultura indígena na área. No Boi Caprichoso atualmente o Pajé é o Eric Beltrão, e no Boi Garantido é o Adriano Paketa.

Tribos Indígenas

Apresentação de um agrupamento nativo da Amazônia. Considera-se: sincronia de movimentos, fidelidade às raízes, cores, expressões cênicas, formas de dançar e movimentos originais.[1]

Galera

A galera dá um show à parte. Enquanto um Boi se apresenta, sua galera participa com todo entusiasmo. Seu desempenho também é julgado. Do outro lado, a galera do contrário (adversário) não se manifesta, ficando no mais absoluto silêncio. Um torcedor jamais fala o nome do outro Boi, e usa apenas a palavra “contrário” quando quer se referir ao opositor. São proibidas vaias, palmas, gritos ou qualquer outra demonstração de expressão quando o adversário se apresenta.

Jurados

Os jurados, em número de 6, são sorteados na véspera do Festival e todos vêm de estados que façam parte de outras regiões do país, que não a Região Norte.[1] Requisito é ser estudioso da arte, da cultura e do folclore brasileiro.Na cultura popular

Representação em miniatura artesanal dos bois, Garantido e Caprichoso, duas agremiações que disputam o título do ano no Festival de Parintins.

Os bois de Parintins tem hoje reconhecimento mundial como uma das principais festas culturais brasileiras.[32] A festividade, que traz à arena simbolismos regionais que representam os povos indígenas e o homem ribeirinho nortista, se popularizou e tem atraído pessoas do mundo inteiro para a “Ilha Tupinambarana”, nome pelo qual a cidade de Parintins ficou conhecida. De forma massificada, os bois são muito populares no Amazonas e no Pará (principalmente a Oeste). Nessas regiões, as agremiações folclóricas contam com grandes torcidas que criam seus consulados e formam grandes caravanas para o festival. Os bois também são responsáveis pelo maior evento festivo de Manaus, o Boi Manaus, onde milhares se reúnem no Sambódromo da cidade para se divertir ao ritmo regional. A rivalidade tem ares esportivos e se equiparada ao futebol, seria uma das maiores do país. Em Parintins, a cidade se divide ao meio pelos dois bois e essa rivalidade se alastra para outros municípios da região, incluindo Manaus.

As músicas dos bois são lançadas em CD e DVD, o que gera competição para saber qual dos bois vende mais. Em muitas campanhas políticas nas cidades da Região Norte, as músicas mais populares dos bumbás são convertidas em jingles que transformam as campanhas eleitorais em grandes festas nessas localidades.

Acontece em Manaus, os ensaios dos bois, chamado de Curral do Garantido e Bar do Boi Caprichoso, as datas são sempre determinadas pela presidência de ambos os bois, normalmente, inicia-se me meados de março e finaliza sempre em junho (em um sábado antes do Festival).